terça-feira, 5 de maio de 2015

Arqueólogos Subaquáticos do LAAA/UFS na Baía de Todos os Santos, Salvador - BA

Jackson mergulha para conhecer histórias guardadas no fundo do mar

Arqueólogos subaquáticos mostram segredos da Baía de Todos os Santos

Jackson Costa mergulha para conhecer sítio arqueológico subaquático (Foto: Divulgação)
Jackson Costa mergulha para conhecer sítio arqueológico subaquático (Foto: Divulgação)

No fundo do mar da Bahia há muitas histórias para contar. O Aprovado de sábado, 28 (Março 2015), embarcou na viagem com um grupo de arqueólogos para desbravar o sítio arqueológico localizado na Baía de Todos os Santos, perto do antigo porto.

Arqueólogos Luiz Felipe Freire e Daniel Gusmão contam a história do sítio (Foto: Divulgação)
Arqueólogos Luiz Felipe Freire e Daniel Gusmão contam a história do sítio ao Apresentador Jackson Costa (Foto: Divulgação)

Jackson Costa vestiu a roupa apropriada para mergulho e, antes da atividade, conversou com Daniel Gusmão e Luiz Felipe Freire, arqueólogos. O navio naufragado, parte do sítio, é um clipper inglês de 1869 (espécie de veleiro) que servia para transportar máquinas da Europa para Salvador, a fim de dar suporte à antiga fábrica Luiz Tarquínio.

Luiz Felipe destacou o valor histórico dos navios afundados. “O naufrágio é como se fosse uma cápsula do tempo, onde num determinado momento aquilo foi congelado”, define o arqueólogo. Durante o mergulho, Jackson se surpreendeu com o que viu. “Tudo chama a atenção no fundo do mar: os peixes nadando juntos parecendo que dançam, as cores vivas, o silêncio”, descreveu o apresentador. Reveja a matéria:

Primeira parte
Segunda parte

Fonte: http://redeglobo.globo.com/redebahia/aprovado/noticia/2015/04/jackson-mergulha-para-conhecer-historias-guardadas-no-fundo-do-mar.html 

domingo, 12 de abril de 2015

Curso Prático de Arqueologia Subaquática na Espanha

19º Curso Práctico de Arqueología Subacuática
Julio a septiembre de 2015
19 Curso Práctico de Arqueología Subacuática
Encargado del inventario, la protección, la conservación, el estudio y la difusión del patrimonio arqueológico de Catalunya que se encuentra sumergido en la costa, el Centre d'Arqueologia Subaquàtica de Catalunya ofrece la oportunidad de participar en las actividades que lleva a cabo: prospecciones, excavaciones y elaboración de planimetrías. El alumno puede escoger entre alguna de las actividades previstas:

  • Excavación y planimetría de un barco de finales del siglo XVIIIPuerto base: Deltebre (Tarragona) > 6 de julio a 28 de agosto de 2015.
    Fondo: 7 metros
  • Excavación y planimetría de un barco romano (S. I a.C.-I d.C.). Puerto base: Port de la Selva (Girona) > 31 de agosto a 25 de septiembre de 2015.
    Fondo: 33 metros. *Imprescindible título de inmersión superior a 30 metros de fondo.
Precio del curso: 80 € en concepto de tasas. Esta cantidad se abonará una semana antes del inicio del curso en caso de ser aceptados.
Prazo para inscrições até 15 de Maio de 2015

Informações e inscrições: http://www.mac.cat/esl/Sedes/CASC/Actividades/Cursos/19-Curso-Practico-de-Arqueologia-Subacuatica

sábado, 4 de abril de 2015

Fundo do mar de Sergipe apresenta quatro grandes recifes submersos

Quem disse que Sergipe não tem recifes? Diferente do que se imagina, bancos de recifes como acontece também nos estados vizinhos de Alagoas e Bahia. Porém, as formações na plataforma continental do estado ficam submersas.
Gorgônias na Pedra do Grageru. FONTE: Projeto Tamar (ICMBIO)
Os estudos conduzidos pelo Laboratório Georioemar da Universidade Federal de Sergipe, em parceria com a Petrobras, vem delimitando com maior precisão as feições presentes no fundo do mar entre Sergipe e sul de Alagoas. Estes estudos têm aumentando o conhecimento em relação à plataforma continental, situada entre a linha de praia e a região de até 50 m de profundidade, denominada de talude. Eles abordam as feições submersas, a composição e distribuição dos sedimentos do fundo marinho, além da interpretação dos processos que deram origem às referidas feições.
Em relação ao Nordeste do Brasil, a plataforma continental de Sergipe e sul de Alagoas é caracterizada por um relevo diversificado e por uma largura média de 33 km. De norte para sul, distinguem-se cinco regiões na plataforma, denominadas geologicamente de províncias: província do sul de Alagoas; província associada à foz do rio São Francisco; província do norte de Sergipe; província associada à foz do rio Japaratuba e província do sul de Sergipe.
Luiz Carlos Fontes, geólogo e coordenador do Laboratório Georioemar/UFS, explica que a plataforma de Sergipe é caracterizada por um relevo mais diversificado do que o sul de Alagoas e norte da Bahia, com cânions submarinos que adentram na plataforma continental e áreas com relevo resultante da erosão e deposição de terra, constituídas por zonas de lama e de areia, além de bancos carbonáticos, entre outras formações.
Recifes alinhados
Em Sergipe, os recifes submersos ocorrem como um conjunto alinhado e paralelo à linha da costa, constituídos de arenitos na base e recobertos por carbonatos no topo.
Quatro principais feições desse tipo estão presentes em fundo marinho sergipano. Conhecidas popularmente como pedras, são elas: Pedra do Robalo, ao sul da desembocadura do rio São Francisco; Pedra do Grageru, a 30 m de profundidade, em frente a foz do rio Japaratuba; Pedra da Tieta, adjacente a desembocadura do rio Piauí-Real. A quarta formação ainda é pouco conhecida, mas foi nomeada pelos pesquisadores como Pedra de Aracaju, devido a sua localização a pouco mais de 12 km da praia de Atalaia, litoral de Aracaju. “Os recifes são construções carbonáticas, que se desenvolvem sobre as beach rocks. São eles os registros de antigas linhas de praia, alinhados e paralelos à linha de costa atual e que foram submersos durante a última subida do nível do mar”, explica o geólogo Luiz Carlos Fontes.
Recifes na plataforma continental de Sergipe. Fonte Jonas Ricardo - Georioemar
O recife submerso de Ponta dos Mangues, conhecido também como do Robalo, ocorre a uma profundidade de 18 m (base) a 10 m (topo). É uma formação descontínua com carbonatos na parte superior com arenitos na base. “Como foram identificadas assembleias de corais no topo, as novas pesquisas destoam do conhecimento anterior que apontava o rio São Francisco como uma efetiva barreira biológica, que impedia desenvolvimento de corais”, aponta Jonas Ricardo, oceanógrafo e especialista em Geologia Marinha, da equipe do Laboratório Georioemar/UFS. Jonas Ricardo lembra que existem vários outros recifes de tamanho menor na plataforma entre Sergipe e Alagoas, porém ainda pouco estudados.
Dentre os quatro recifes do fundo marinho sergipano, a Pedra do Grageru fica submersa no ápice do cânion do rio Japaratuba, a 10 km da linha de costa, inserido em uma zona submersa de sedimentação lamosa. O recife, também conhecido por pescadores como Pedra do Guageru, fica a 30 m de profundidade e se eleva a 5 m de fundo por 50 m de largura e 3 km de comprimento. Essa feição também é formada por arenitos na base, sobrepostos por corais.
A Pedra de Aracaju fica a 30 metros de profundidade, com elevação de 8 m, e possui 12 km de cumprimento por 730 metros de largura. Por ficar em local estratégico de passagem de embarcações no litoral de Aracaju, acredita-se que nas proximidades dela possa haver restos de navios torpedeados no período da II Guerra Mundial.
No dia a dia dos pescadores, os recifes ou popularmente chamados de pedras, são locais estratégicos de pesca por apresentarem concentração de determinados peixes, crustáceos e tipos de algas. Em compensação, as formações rochosas são locais também onde os pescadores, por vezes, perdem o material utilizado na pesca, como as redes que ficam presas nas rochas dos recifes submersos.
Para os pesquisadores do Laboratório Georioemar, os recifes além de se constituírem em formações rochosas submersas, são alvos de estudos por serem também locais de ecossistemas marinhos de grande biodiversidade. Os recifes hospedam ecossistemas marinhos de grande importância. “É preciso realizar mais pesquisas para podermos conhecer e preservar”, ressalta Luiz Carlos Fontes.
 
Fonte: www.ufs.br/conteudo/fundo-mar-sergipe-apresenta-quatro-grandes-recifes-submersos-16447.html

 

terça-feira, 31 de março de 2015





Campo Escola Submerged Prehistoric Landscapes, Porto Cheli, Grécia, 24-28 de Agosto 2015.
Para os pré-históricos costeiros, o site Underwater Arcaheology and Maritime History Jobs (https://underwaterarchaeologyjobs.wordpress.com/) divulga uma chamada de campo escola de um novo campo científico multidisciplinar Continental Shelp Prehistoric Research (CSPR), da University of Geneva (Genebra, Suiça), para o SUBMERGED PREHISTORIC LANDSCAPES, no próximo verão deles.
 

A campanha será realizada no Porto Cheli (Grécia), e inclui as viagens de campo para o sítio pré-histórico de Franchthi Cave e arredores. O objetivo é dar oportunidade para jovens arqueólogos e geocientistas a:
 - Ter familiaridade com as técnicas geofísicas marítimas e metodologias de geologia marítima, assim como aquisição, processamento e interpretação de dados;
- Compreender mudanças paleoclimáticas e de nível de mar e suas interações com movimentos isostáticos e tectônico vertical;
 - Relacionar mudanças climáticas de nível de mar e meio ambiente para a arqueologia de populações que viveram e migraram sobre a plataforma continental; e,
 - Familiarizar com temas chaves da pré-história costeira.
O prazo de inscrição é até 1º de maio de 2015.

Fonte: